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	<title>TwitteRunners</title>
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		<title>Meus (primeiros) dois anos de corrida</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 12:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thigumoreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Há aproximadamente dois anos, mais especificamente no dia 05/04/2009, corria minha primeira prova, a etapa outono do circuito adidas em BH. Tudo começou com uma corrida, despretenciosa, na esteira da academia, apenas para queimar uns quilinhos a mais, até que uma instutora me falou sobre a corrida da adidas e me incentivou a participar. Sabia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=509&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há aproximadamente dois anos, mais especificamente no dia 05/04/2009, corria minha primeira prova, a etapa outono do circuito adidas em BH.</p>
<p>Tudo começou com uma corrida, despretenciosa, na esteira da academia, apenas para queimar uns quilinhos a mais, até que uma instutora me falou sobre a corrida da adidas e me incentivou a participar. Sabia que alguns conhecidos já tinham participado e resolvi perguntá-los se valia a pena, e todos deram apoio para a minha primeira corrida.</p>
<p>Me inscrevi nos 5K da adidas, me preparei correndo na esteira, sem nenhuma planilha e lá fui eu, num domingo cedo, correr, sozinho, e fazer minha estréia na rua. Clima agradável, pessoas bonitas e a primeira prova foi vencida: 27&#8217;27&#8243;. O prazer foi indescritível ! Saí de lá com vontade de correr muitas outras provas.</p>
<p>Vieram mais algumas corridas de 5K, o tempo baixou um pouco e resolvi tentar os 10K na prova noturna da Fila. O objetivo era completar abaixo de 1h e assim o fiz, completei com 55&#8242; e alguns segundos. Decidi então correr mais provas de 10K e encarar pela primeira vez a <a href="http://www.voltadapampulha.com.br/">Volta da Pampulha</a>, em dezembro de 2009. O dia amanheceu com chuva. Saí para a prova: alongamento feito e posicionado para a largada. A chuva, que tinha dado uma trégua, resolveu lavar a alma dos mais de 12 mil corredores presentes, que não desanimaram e cantavam até ser dada a largada. Prova terminada com algumas bolhas nos pés, mas sensação de dever cumprido.</p>
<p>O ano de 2010 chegou e resolvi encarar os pouco mais de 21km de uma meia maratona. Em abril estava eu percorrendo a linha verde, em BH. Prova que conta com mais de 20% do seu percurso feitos por subidas e pouca sombra, acho que foi a prova mais difícil que já corri. Vencido mais um desafio: em 1h56&#8242; eu completei a minha primeira meia maratona.</p>
<p>Foram mais 3 meias maratonas, ao longo do ano e, ainda em 2010, a prova mais marcante, até hoje, o trecho Maresias-Angra da Nike 600K, que já rendeu um post <a href="http://twitterunners.com/2010/10/28/uma-aventura-chamada-nike-600k/">aqui no blog</a>. A prova mais fantástica, pelo desafio de correr em equipe durante um dia inteiro, no meio do trânsito da Rio-Santos.</p>
<p>Olhar pra trás me faz ter vontade de correr até os últimos dias, pois foi esse esporte que me propiciou momentos inesquecíveis, que me fez conhecer pessoas novas (né <a href="http://twitter.com/twrunners">twitterunners</a>?) e a me conhecer melhor. Uma das coisas que aprendi nesses dois anos foi a conhecer o limite do meu corpo, e isso é algo que me atraí na corrida, levar o corpo a fazer coisas que antes você não pensava em fazer. Aprendi, ou não, a ter paciência para colher resultados, por mais que isso seja difícil, pois as vezes é necessário dar um passo pra trás antes de dar dois passos pra frente (clichê).<a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/05/tattoo.jpg"><img class="size-medium wp-image-541 alignright" title="Tattoo" src="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/05/tattoo.jpg?w=300&#038;h=242" alt="" width="300" height="242" /></a></p>
<p>Existe o dia que a gente tem preguiça de sair da cama para treinar, e quando não vai bate uma certa frustração depois. Também tem aqueles dias que você sai para treinar debaixo de chuva: alguns te olham como louco, mas outros corredores passam por você e lhe cumprimentam como que te incentivando, pois eles entendem o prazer de estar ali. Esse amor pela corrida rendeu até uma tatuagem, pois se amanhã eu deixar de correr eu vou olhar pra ela e lembrar de cada quilômetro percorrido e sentir muito orgulho de tudo.<br />
E que venham os próximos &#8220;<em>aniversários</em>&#8220;&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/509/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/509/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=509&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tecnologia nos treinos: aliada ou vilã?</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 21:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DanSports</dc:creator>
				<category><![CDATA[treinos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias de hoje com tanta tecnologia disponível no mercado o ser humano tende se voltar para antigamente e deixar um pouco de lado todo o aparato que o cerca. Nos esportes não poderia ser diferente. Nos primórdios do treinamento, o esforço era dosado pela sensação do atleta em relação às cargas impostas. O tempo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=501&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-513" title="trail runner" src="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/03/trail-runner-2-web.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" />Nos dias de hoje com tanta tecnologia disponível no mercado o ser humano tende se voltar para antigamente e deixar um pouco de lado todo o aparato que o cerca. Nos esportes não poderia ser diferente.</p>
<p>Nos primórdios do treinamento, o esforço era dosado pela sensação do atleta em relação às cargas impostas. O tempo passou e surgiu o cronômetro, depois os testes de VO2, frequencímetros e agora os aparelhos GPS para ajudar a prescrever e controlar a intensidade do treinamento e do esforço do atleta. Apesar disso tudo a tentativa da ciência dos esportes de sistematizar e explicar a sensação de esforço nunca ficou de lado.</p>
<p>A tentativa mais conhecida e ainda utilizada é a famosa Escala de Borg, que vai de 6 a 20 pontos que correspondem à frequência cardíaca correspondente ao esforço para determinado nível de atividade, ou seja, de 60 a 200 batimentos por minuto. Outras tantas escalas de esforço foram e ainda podem ser criadas por treinadores e atletas para controlar o treinamento. Um exemplo disso é a mais básica que vai do leve, médio, forte e muito forte. Mas porque utilizar um método tão subjetivo quando temos à disposição meios mais diretos de aferição da intensidade?</p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-515" title="treadmill_running" src="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/03/treadmill_running.jpg?w=150&#038;h=99" alt="" width="150" height="99" />Esses meios traduzem em números o que o corpo sente, ou seja, quando meu esforço é máximo, espera-se que meu VO2 seja máximo, minha velocidade alta, meu tempo baixo. No entanto, o corpo humano não é uma máquina perfeita que traduz em números e dados respostas fisiológicas que podem variar dependendo de vários fatores intervenientes. Esforços em condições extremas (muito calor, muito frio, fome, sede, vento etc.) podem até não ser traduzidas em dados como um esforço máximo, mas a sensação individual pode contrariar isso. Devemos então abandonar os gadgets e passar a ouvir nosso corpo?</p>
<p>Tantos estudos foram feitos para provar a validade das sensações corporais traduzidas em dados matemáticos e portanto uma integração de todos os dados talvez seja o ideal. Outro fator a favor do não abandono é que para ouvir seu corpo é um processo longo de aprendizagem, de auto-conhecimento e nem todos tem a paciência necessária para desenvolver essa habilidade. Por último estão os treinadores que, por um lado precisam de dados para avaliar o progresso do atleta e por outro dos atletas, principalmente os amadores, que podem interpretar treinos leves, médios, fortes e muito fortes como &#8220;enrolação&#8221; dos treinadores.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-516" title="PeopleRunningOnBeach" src="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/03/peoplerunningonbeach.jpg?w=150&#038;h=123" alt="" width="150" height="123" />Portanto, como já dito anteriormente, o ideal talvez seja unir a maior quantidade de meios de feedback possíveis para o controle do treinamento e evolução da performance. Devemos sempre anotar, fazer um diário de todos os treinos que realizarmos e comparar as sensações de cada treino com os dados fornecidos por frequencímetros, gps, relógios etc. É fato que se cumprirmos uma determinada distância com um tempo menor e uma mesma sensação de esforço, está havendo evolução no treinamento. Além do mais, nem sempre melhoras de tempo são o objetivo de todos, alguns querem perder peso, outros apenas se divertir.</p>
<p>Tenha na atividade física, acima de tudo, uma forma de divertir-se, mesmo que isso tenha alguma dose de sofrimento.</p>
<p>Se quiser se aprofundar no assunto, leia mais <a href="http://bjsm.bmj.com/content/43/6/392.full.pdf">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/501/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=501&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Origem da Maratona</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 20:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edustarling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente já veio me perguntar o porquê da maratona ter a distância exata de 42.192 metros, mas o curioso é que ninguém veio me perguntar porque essa corrida de 42km e uns quebrados se chama &#8216;maratona&#8217;. As duas questões tem a mesma origem: a Batalha de Maratona, ocorrida entre gregos e persas no ano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=480&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_481" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/01/ac-marathon.jpg"><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2011/01/ac-marathon.jpg?w=300&#038;h=185" alt="" title="Ac.marathon" width="300" height="185" class="size-medium wp-image-481" /></a><p class="wp-caption-text">Maratona, nos dias de hoje</p></div>Muita gente já veio me perguntar o porquê da maratona ter a distância exata de 42.192 metros, mas o curioso é que ninguém veio me perguntar porque essa corrida de 42km e uns quebrados se chama &#8216;maratona&#8217;. As duas questões tem a mesma origem: a Batalha de Maratona, ocorrida entre gregos e persas no ano 490aC. Qualquer pessoa minimamente familiarizada com o Google pode catar essa história nos wikipédias da vida, mas acho legal compartilhar essa historinha com vocês que curtem corrida de rua. </p>
<p>Segundo a lenda, no ano 490aC, o rei persa Dário I enviou uma frota de navios para invadir a Grécia, que cruzou o mar Egeu e aportou próximo a cidade de Maratona. Ao saber da notícia, o rei Milcíades ordenou que o soldado Feidípides corresse até Esparta pedindo reforços. Feidípides correu cerca de 220km até Esparta (que não pôde ajudar desta vez) e depois até a cidade de Maratona, onde avisou a resistência grega de que não teriam auxílio externo. Os soldados atenienses promoveram um cerco e, numa batalha heróica, provocaram a retirada da frota invasora persa. Após a batalha, Feidípides correu os 42.192 metros que separam Maratona de Atenas para levar a notícia da vitória grega. Ao chegar, o soldado simplesmente disse algo como &#8220;Nós vencemos!&#8221; e logo depois desfaleceu, morto pelo cansaço e pela desidratação.</p>
<p>Essa história é atribuída ao historiador Heródoto, mas apresenta algumas versões diferentes. Em 1879, o poeta inglês Robert Browning escreveu o poema &#8220;<em>Feidípides</em>&#8221; narrando a Batalha de Maratona, que termina assim:</p>
<blockquote><p>Incauto! Sim, ele lutou no dia de Maratona:<br />
Então, quando Persia virou pó, todos gritaram: &#8220;À Acrópolis!<br />
Corra, Feidípides, uma corrida mais! Terás tua recompensa!<br />
Atenas salvou-se graças a Pan&#8221;, vá e anuncie! Ele largou seu escudo,<br />
correu como fogo outra vez: e os campos de feno em toda a extensão até Atenas foi feita em frangalhos novamente, um campo por onde o fogo passou queimando, até que ele anunciou: &#8220;Regozijai-vos, nós vencemos!&#8221; Como vinho que se filtra em argila, felicidade em suas veias turbinando seu coração, ele morreu &#8211; o êxtase!</p></blockquote>
<p>Foi inspirado nesse poema sobre a saga de Feidípides correndo pela Grécia que inspirou um certo Barão de Coubertin a idealizar os Jogos Olímpicos, no final do século XIX. Na primeira edição dos jogos, em Atenas (1896), foi disputada essa corrida de longa distância que ganhou o nome de &#8216;maratona&#8217; por sugestão de um acadêmico francês. Nesta edição, a maratona teve uma distância de exatos 40mil metros, começando nos campos na região de Maratona e terminando no recém reformado Estádio Olímpico de Atenas, numa tentativa de mesclar a mítica Grécia antiga com os jogos modernos. Nas edições seguintes, as distâncias variaram: em Paris 1900 foi de 40.260 metros e em Saint Louis 1904, 40.232 metros. A cada edição, a maratona teria uma distância diferente.</p>
<p>Isso só veio a mudar por influência da Família Real Inglesa nos jogos de Londres 1908, com muito mais poder e prestígio do que o nobre Barão de Coubertin, idealizador dos Jogos. Os jogos aconteceriam em Roma, mas devido a crise econômica (agravada por uma erupção do vulcão Vesúvio) os italianos declinaram. Os britânicos, na época os manda-chuvas da economia mundial e entusiastas da prática esportiva, anunciaram que podiam organizar os jogos no lugar dos italianos. Os jogos foram planejados e organizados por Lorde Desborough, presidente dos departamentos de remo e atletismo em Oxford, esgrimista inglês nos jogos anteriores e ex-remador do oito-com da universidade no clássico desafio Oxford-Cambridge). </p>
<p>Graças a mão forte de Lorde Desborough e também sua amizade com o Rei Edward VII, os jogos de Londres 1908 tiveram forte influência da monarquia inglesa. Na cabeça dos monarcas ingleses, a maratona destes jogos deveria ser tão emblemática quando a da primeira edição, ligando Maratona a Atenas. O percurso foi estimado em cerca de 26 milhas, ligando o Castelo de Windsor até o final da pista de atletismo do Estádio Olímpico. No entanto, a idéia dos nobres ingleses era de que a maratona terminasse perto da tribuna real, o que alongou o percurso em mais 385 jardas. Convertendo 26 milhas e 385 jardas para o sistema métrico, temos a primeira maratona com 42.192 metros da história.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/480/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=480&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma aventura chamada Nike 600k</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 12:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thigumoreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei em SP na noite de quinta, pra encontrar com o pessoal para viajar. Era para termos saído de SP as 22h pra chegar em Maresias e dormirmos um pouco, porém tudo atrasou e saímos de SP quase meia noite, chegando em Maresias às 3h da manhã. Ao chegar, a única coisa que fiz foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=447&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/11/202080915.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="202080915" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-470" />Cheguei em SP na noite de quinta, pra encontrar com o pessoal para<br />
viajar. Era para termos saído de SP as 22h pra chegar em Maresias e<br />
dormirmos um pouco, porém tudo atrasou e saímos de SP quase meia<br />
noite, chegando em Maresias às 3h da manhã. Ao chegar, a única coisa que fiz foi tomar banho, tomar café e já arrumar pra esperar a van da Nike, que não aparecia. Na hora da largada ainda estávamos esperando a van, nossa sorte foi que uma menina do grupo ter ido em separado, chegando a tempo.</p>
<p>A largada foi as 5 da manhã. No início era obrigado a usar coletes de<br />
segurança por estar escuro. Eu seria o 2º a correr, mas com toda essa<br />
bagunça eu fui o 6º. Quando me passaram a vez nossa equipe estava em último, 15min atrás da penúltima. Trecho com duas subidas<br />
consideráveis pela Rio-Santos, que depois foram recompensadas com uma descida que entrava em algum vilarejo. Meu pensamento era dar o melhor de mim pra tentar diminuir a diferença. Perto do posto de troca, o anjo (motoqueiro) disse &#8220;vai, só faltam 500m&#8221;. Fiz os 7,5km em 34min e tirei uma diferença de 5min para a equipe à nossa frente.</p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/11/202082230.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="202082230" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-471" />Depois de correr tinha que ficar esperando na van até a hora de correr novamente. Tentei tirar um cochilo, afinal tinha dormido pouco mais de 1h no trajeto SP-Maresias. Passando o dia com água, isotônico e maça, praticamente. No 8º trecho, passamos outra equipe e fomos para a 9ª colocação. Corri novamente no trecho 40 (o outro trecho que corri era o 30), que tinha pouco mais de 8km entre subidas mais<br />
leves e descidas. Nesse trecho, saí uns 3min atrás da equipe que<br />
tava em 8º. Consegui ultrapassar a menina da outra equipe e abrir 7min de vantagem. Quando cheguei na troca pro trecho 41, soubemos que estávamos abaixo do pace mínimo e por isso seríamos penalizados, sendo levados para o trecho 45, podendo largar só depois de 1:30h.</p>
<p>O trecho 47 foi um dos mais lindos. Era possível ver a usina nuclear<br />
de Angra dos Reis, e depois o percurso entrava em uma vila à beira praia, muito lindo. Na troca pro último trecho, estavam o Vanderlei Cordeiro e o Franck Caldeira esperando pra correr ao lado das equipes. </p>
<p>A chegada (no Hotel do Frade) foi emocionante, com todos cruzando juntos a linha de chegada e a certeza do dever cumprido. De ter superado as adversidades, de não ter dormido, de ter perdido a largada e ter que mudar toda a estratégia. A estrutura montada pela Nike no Hotel do Frade era muito foda, com centro de recuperação, jantar de massas maravilhoso, DJ, personalização de camisa, etc.</p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/11/nike600.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="nike600" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-472" />Essa prova foi de superação, de correr com pessoas que você nunca viu, onde era dificil definir alguma estratégia devido a isso. O psicológico foi desde &#8220;o que estou fazendo nesse lugar?&#8221; a &#8220;ano que vem eu quero correr os três dias&#8221;, ao cruzar a linha de chegada.</p>
<p>Ontem, parado relembrando tudo que aconteceu tive vontade de chorar de lembrar cada km percorrido, cada paisagem vista, cada experiência adquirida. O que sei é que foi uma experiência ímpar e que levarei pra sempre. E o melhor de tudo foi fazer tudo isso ganhando a inscrição <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bom, impossível passar tudo o que senti e vivi nessa última sexta, mas<br />
espero que dê pra ter uma noção.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/447/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/447/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=447&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ashtead 10K: cross-country em solo bretão</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 00:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@faraco</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Participar de uma corrida longe de casa, em outro país, e ainda por cima cross-country, foi sem dúvida uma experiência inesquecível. A Ashtead 10K é considerada uma das 10 melhores corridas de 10K da Inglaterra. Por si só isso já a torna impressionante, uma vez que existem por lá centenas de corridas de 10K todo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=391&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participar de uma corrida longe de casa, em outro país, e ainda por cima cross-country, foi sem dúvida uma experiência inesquecível. A Ashtead 10K é considerada <a href="http://www.telegraph.co.uk/active/7139089/The-best-of-British-10ks.html" target="_blank">uma das 10 melhores corridas de 10K da Inglaterra</a>. Por si só isso já a torna impressionante, uma vez que existem por lá centenas de corridas de 10K todo ano. Mas a marca se torna ainda mais incrível quando se descobre que é uma corrida de organização frugal e com forte ênfase em sustentabilidade, tanto que se auto-denomina &#8220;<a href="http://www.trionium.com/ashtead10k/inmain.html#eco">a corrida mais verde da Inglaterra</a>&#8220;.</p>
<p>O traslado de Bromley (onde eu estava hospedado) até Ashtead durou cerca de 50 minutos. Era meu último dia de viagem a UK, as pernas pediam arrêgo depois de 11 dias andando pelas ruas de Londres.</p>
<p>O estacionamento era na estação de trem de Ashtead. A temperatura estava em torno dos 16 graus, mas o vento cortante derrubava a sensação térmica. Uma caminhada de 2 minutos e estávamos no stand da organização, montado na sede do grupo local de escoteiros.</p>
<p><a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/332.jpg"><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/332.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="P1080558.JPG" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-415" /></a>Número muito limitado de participantes (foram pouco mais de 250 este ano), sem patrocinadores, sem infraestrutura, sem chip de cronometragem e sem kit de participação. Tudo o que você recebe antes da prova é o número de peito, que por sinal era produzido em papel cartão e impresso com tinta orgânica. Não é preciso dizer que era quase impossível chegar ao final da prova com o número preso à camisa. A própria organização fazia questão de deixar claro no site da prova, com uma pitada de humor inglês: &#8220;<em>if it rains, please run faster before the numbers disintegrate</em>&#8220;! <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mais cinco minutinhos de caminhada e chegamos a um enorme descampado, onde fitas plásticas (daquelas que isolam as cenas de crimes) demarcavam o local onde tanto largaríamos quanto chegaríamos.</p>
<p>Dez minutos antes da largada, o diretor de prova Rob McCaffrey chamou todos os competidores por meio de um microfone acoplado a uma caixa de som estourada. Rob é um sujeito divertido: magrelo, branco como uma parede, meio careca, munido de um óculos fundo de garrafa e vestido num indefectível short com a bandeira da Inglaterra. Deu meia dúzia de avisos e puxou o coro para que cantássemos o hino da Inglaterra, mas não sem antes avisar: &#8220;<em>don&#8217;t forget the lá-lá-lá</em>&#8220;! Em seguida arrancou gargalhadas de todos ao pedir cordialmente que fizéssemos fila de acordo com a ordem de chegada, para evitar atropelos na largada. Terminou avisando que o piso estava seco mas tinha de tudo: grama dura, grama fofa, terra, areia, raízes de árvores, buracos, barro com folhas e que tomássemos cuidado para não nos machucarmos.</p>
<p>Meu objetivo era terminar a prova na casa do 5:30/km. A falta de treinos em função da recuperação da periostite e o uso excessivo das pernas durante a semana em Londres não me permitiam sonhar com algo muito melhor do que isso, ainda mais pela altimetria complicada da prova. Mas eu estava ali pela diversão, pelo prazer de correr.</p>
<p><a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/24.jpg"><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/24.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" title="IMG_5123.JPG" width="200" height="300" class="alignright size-medium wp-image-418" /></a>Dada a largada, os primeiros 200m são no plano, mas logo chegamos a uma subida forte, onde saímos do descampado e entramos na mata. A subida durou até o km 1.6, seguida de uma pirambeira de 400m, pra baixo e que ao final se via uma placa virada para quem vinha na mão oposta: &#8220;Attention! Hill!&#8221;.</p>
<p>Aí realizei que aquela pirambeira descendente do km 2 era a tal subida fatal do km 8, muito comentada em resenhas sobre a prova. Olhei pro relógio e percebi que havia me empolgado demais até ali. Fechei os 2K numa média de 5:11/km e já apresentava algum cansaço. Resolvi baixar a bola com medo de quebrar no meio da corrida.</p>
<p>O psicológico por sinal é um aspecto importantíssimo neste tipo de prova. O nível de concentração que é necessário em uma prova cross-country é coisa de enlouquecer. É preciso 100% de atenção onde se pisa porque qualquer vacilo é tornozelo torcido na certa. Com isso, não se pode curtir a paisagem e muito menos fechar os olhos (recurso que utilizo em provas longas para tentar enganar o cansaço). As passadas não podem ser muito curtas porque você precisa de tempo para mirar onde o pé vai aterrissar.</p>
<p>Com toda essa concentração, a fadiga mental acelera a chegada do cansaço físico. Nem deu tempo de curtir a descida a partir do km 4. Os líderes passaram por mim subindo no sentido contrário. E tudo que vinha a minha mente é que, quanto mais perto eu descia em direção ao ponto de retorno no km 5, mais perto chegava o momento em que eu teria que voltar subindo aquilo tudo.</p>
<p>Chegando ao ponto de retorno, levo um susto quando ouço meu nome sendo gritado pelo meu cunhado, que empunhava meu celular na mão para tirar uma foto. O ponto de retorno ficava a aproximadamente uns 600m do local de largada, e a organização da prova havia convidado os familiares para darem uma força aos corredores no meio do percurso.</p>
<p>O único ponto de hidratação ficava bem ali no retorno. Peguei o copo de papel com força demais e perdi metade da água. Dei uma freada para beber o resto cuidadosamente porque já sabia que seria minha última gota d&#8217;água até a chegada. Ao longo do trecho que se seguia ao posto de hidratação, diversos voluntários se amontoavam para recolher os copos diretamente da mão dos corredores. Nada de copos no chão. Afinal estávamos no meio da mata e não haveria garis varrendo a pista após a prova.</p>
<p>O cansaço chegou de vez na marca de 6K. Até aquele ponto eu não havia ultrapassado absolutamente NINGUÉM desde a largada, muito pelo contrário. A turma era forte: a maioria dos que estavam ali é porque gostavam de corrida complicada. O restante era de gente desavisada, como eu.</p>
<p><a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/191.jpg"><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/191.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" title="IMG_5409.JPG" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-416" /></a>Na altura do km 7, passei por uma senhora sentada à beira da trilha, sendo ajudada por outras três corredoras. Ouvi uma delas falando algo sobre &#8220;<em>hornets</em>&#8220;, mas pensei que não havia entendido direito a frase. Pois cerca de 200m depois, eis que surge uma árvore com um enxame de vespas girando a sua volta. Acelerei, passei pela árvore o mais rápido que pude e ainda senti o zunido de uma maldita dando rasante no meu ouvido direito. O sprint só foi acabar uns 400m depois quando parei de ouvir os zunidos. &#8220;<em>Vai ter gente literalmente se ferrando com estas vespas</em>&#8220;, pensei eu.</p>
<p>Chegando no km 8, eis que reencontro aquela placa &#8220;Attention! Hill!&#8221;, agora virada pra mim. Àquela altura, a minha média total já havia caído para 5:31/km e eu já estava pra lá da bola 7. Busquei me motivar, lembrando que eram &#8220;apenas&#8221; 400m pirambeira acima e que depois viriam 1600m de descida pra buscar o tempo planejado. Encurtei a passada, fixei o olhar no chão e liguei o motorzinho.</p>
<p>Fiquei feliz da vida quando finalmente comecei a ultrapassar alguém. Era perceptível como mais ninguém estava encurtando a passada e muitos acabaram quebrando andando antes do final da subida. Eu estava exausto, mas sabia que faltava pouco pro sofrimento acabar.</p>
<p>Ao começar a longa descida, quando os buracos ficam mais ocultos e a aterrissagem é mais forte, percebi que não poderia manter a passada curta porque teria pouco tempo pra decidir onde pisar. Então alonguei a passada e redobrei a concentração. E continuei passando mais pessoas morro abaixo.</p>
<p>Ao fim da descida, voltamos ao descampado de onde havíamos largado. Mais 200m até a chegada e fechei a prova na 123ª colocação, com o tempo de 54:18 (média de 5:25/km). Missão cumprida.</p>
<p>E pra quem ficou curioso sobre o ataque de vespas, segue trecho da mensagem recebida por todos os competidores após a corrida: &#8220;<em>I hope that you enjoyed today&#8217;s Ashtead 10k race. I understand that a number of runners were stung by hornets around the 7km mark &#8211; I&#8217;m sorry to hear that. The lady who was badly stung is now recovering after attending the local hospital.</em>&#8220;</p>
<p>Enfim, foi uma experiência e tanto. Apesar da dificuldade e de todo o sofrimento, esta é uma daquelas provas que a gente não esquece, até pelo contexto no qual ela ocorreu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/391/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=391&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Começando a correr: respiração</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 19:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edustarling</dc:creator>
				<category><![CDATA[iniciante]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais legais na corrida de rua é a facilidade de se começar e a flexibilidade para tal: short, camiseta, tênis, rua, e você já pode começar a correr. Quem dera fosse tão fácil assim. Cada um de nós tem com certeza uma história pra contar a respeito de uma dificuldade que teve [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=368&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais legais na corrida de rua é a facilidade de se começar e a flexibilidade para tal: short, camiseta, tênis, rua, e você já pode começar a correr. Quem dera fosse tão fácil assim. </p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/tiredrunner.jpg?w=200&#038;h=149" alt="" title="TiredRunner" width="200" height="149" class="alignright size-medium wp-image-377" />Cada um de nós tem com certeza uma história pra contar a respeito de uma dificuldade que teve que superar para engrenar no esporte. Essas histórias são uma boa forma de ajudar quem está começando, e fazer com que esse conhecimento gere mais frutos e ajude mais pessoas. Pensando nisso, começamos agora uma série de posts (sem periodicidade definida) onde abordamos um pouco dessas histórias, a fim de ajudar quem está querendo começar e tem dificuldades. Histórias de gente que teve a mesma dificuldade e na época não tinha a quem perguntar, e sempre que possível a opinião de um profissional da área de educação física. No nosso grupo, temos 3 profissionais da área: <a href="http://twitter.com/dlsports">@dlsports</a>, <a href="http://twitter.com/pattynpeixoto">@pattynpeixoto</a> e <a href="http://twitter.com/fbergamo">@fbergamo</a>.</p>
<p>Pra começar, a nossa principal fonte de energia. Muito antes da hidratação, dos suplementos e dos repositores, nós precisamos respirar, certo? E por mais que façamos isso involuntariamente, quando você impõe esforço ao organismo, seu ritmo respiratório deve ser condizente com o aumento no consumo de oxigênio resultante. Mesmo assim, muita gente se preocupa demais ou de menos com isso, e acaba tendo grande dificuldade de se manter correndo. E na maioria dos casos, a solução é simples e requer só um mínimo de atenção.</p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/tired_runner-300x244.jpg?w=150&#038;h=122" alt="" title="tired_runner-300x244" width="150" height="122" class="alignleft size-small wp-image-381" />Pra quem vem da natação (que é o caso da <a href="http://twitter.com/draliz">@DraLiz</a>), a disciplina respiratória imposta pelo fato de não estar em contato com o ar o tempo todo acaba facilitando a adoção de um regime respiratório. Quando ela resolveu começar a correr, sentia muita dificuldade. Segundo ela, &#8220;<em>Com 500m, parecia que meu pulmão ia explodir de tanta retenção de CO²</em>&#8220;. No caso, voltar a nadar em paralelo foi a solução</p>
<p>Para os que nasceram com alguma dificuldade respiratória (asma, bronquite, desvio de septo, etc), por mais que você treine, sempre vai existir uma certa dificuldade de respirar. Respiro muito pela boca por causa do desvio de septo, e em consequência disso fico com a garganta seca com uma certa facilidade. Mais ou menos o caso da <a href="http://twitter.com/babby">@babby</a>, que ainda por cima tem amigdalites/faringites/laringites com alguma frequência. Nesse caso, a hidratação é o principal aliado. Mas esse assunto abordaremos em um post específico</p>
<p><a href="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/event_15719492.jpeg"><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/09/event_15719492.jpeg?w=300&#038;h=199" alt="" title="event_15719492" width="300" height="199" class="alignright size-small wp-image-379" /></a>Outra dificuldade muito comum é simplesmente respirar errado, como acontecia com a <a href="http://twitter.com/outlawgirl">@outlawgirl</a>, que vivia tendo dores abdominais por conta disso. É a famosa dor desviada, que tem vários outros nomes. Segundo ela, toda e qualquer atividade aeróbica apresentava esse incômodo. A solução? Ioga e pilates, que a ajudaram a respirar corretamente.</p>
<p>Segundo nosso amigo <em>personal carrasco trainer</em> <a href="http://twitter.com/dlsports">@dlsports</a>, o grande problema da maioria é a coordenação inspirar/expirar. A respiração é algo natural, assim como andamos na rua e respiramos sem precisar pensar, devemos aprender a correr sem precisar pensar na respiração. Para isso, é preciso automatizar uma série de atividades tal qual alguém aprendendo a dirigir, como olhar pelo retrovisor, pisar na embreagem, engatar uma marcha e acelerar. </p>
<p>Na corrida, é muito parecido. São várias coisas pra se pensar no início mas deve-se chegar a um ponto de não se pensar em mais nada e simplesmente correr. Dica do Daniel: &#8220;<em>Coordene a respiração com as passadas. Numa velocidade baixa a moderada e até mesmo numa prova de 5, 10, 21k faça 2 inspirações / 2 expirações. Nos tiros mais curtos, de 200, 400, 500 até 1000m pode-se fazer 1:1. Mais importante de tudo é que vocês consigam chegar a um ponto onde não pensem na respiração.</em>&#8220;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/368/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/368/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=368&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minha primeira maratona</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 11:43:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xaxinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo estava ótimo, abaixo dos 20 graus. Coisa rara no Rio, mesmo pela manhã. Tudo estaria perfeito, mas quando deixo meu agasalho no guarda-volumes, percebo um problema seríssimo: o vento. Não era um ventinho qualquer, e pela direção, com certeza iria prejudicar. Porém, poucos segundos antes da largada, pensei em todos os meses de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=352&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo estava ótimo, abaixo dos 20 graus. Coisa rara no Rio, mesmo pela manhã. Tudo estaria perfeito, mas quando deixo meu agasalho no guarda-volumes, percebo um problema seríssimo: o vento. Não era um ventinho qualquer, e pela direção, com certeza iria prejudicar.</p>
<p>Porém, poucos segundos antes da largada, pensei em todos os meses de treinamento, em todas as piadas que ouvi por recusar festas, eventos e jabaculês em geral. Pensei em minha pesquisa para encontrar o meio de treinamento e a técnica de corrida que sei que se encaixaria perfeitamente na minha personalidade e na minha história de vida. Lembro bem que foi um senhor humilde, tarado por esporte e desdenhado pelas &#8220;sumidades atléticas&#8221; que me fez duas vezes campeão brasileiro. Seria o mesmo para a corrida. Encontrei um velhinho tão renegado quanto foi o Seu Gilson. Foi sabendo que a jornada para esse dia seria (e foi) difícil.</p>
<p>Foi lembrando que ano passado queria apenas aproximar o recorde do meu pai de 3h33min, mas que os treinos me fizeram almejar algo mais. Planejava me aproximar do índice de Boston. Previ algo em torno de 3h15min.</p>
<p>Dada a largada, minha preocupação era não disparar. Porém, não podia evitar. O corpo voava, e voava relaxado, com os pulmões sem qualquer exigência. Era uma autêntica corrida aeróbica. Os primeiros 5k feitos em 21&#8217;50&#8243; e o corpo extremamente relaxado. Bati meu recorde de 10k com 44&#8217;01&#8243; e da meia com 1h33&#8217;03&#8243;.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-355" title="percurso7-1279472866" src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/07/percurso7-1279472866.jpg?w=468" alt=""   />Em cada quilômetro eu me fazia a mesma pergunta: não estou indo rápido demais? Isso é muito longe. É muita coisa. Mas o corpo respondia sempre muito tranquilo, sempre muito certo da distância e do esforço necessário. Mesmo nos três quilômetros de subida (Joá e Niemeyer), o pace não caiu muito. Foi exatamente na Niemeyer que registrei a parcial mais alta (4:50/km), mas plenamente compensado na descida (4min/km).</p>
<p>Por várias vezes via o <a href="http://twitter.com/dlsports">@dlsports</a>, que trabalhava de moto na maratona. Ora brincando, ora incentivando. Não posso dar o braço a torcer que isso aqui está sendo dificílimo. Que bom que ele não leva a mal minha teimosia na hora de discordar.</p>
<p>Como disse <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barry_Magee">Barry Magee</a>: &#8220;<em>qualquer um corre 32km, os outros 10 é que contam</em>&#8220;. Eu não discordava antes de passar por isso em uma maratona. Só que o que vi foi impressionante. A corrida ganhava contornos dramáticos. Posso me gabar do fato de que ninguém mais me passou. Apenas ia passando gente. No km 34, passei por um corredor que murmurou: &#8220;<em>socorro</em>&#8220;. Tantos corredores cheios de energia que antes me passaram, trotavam com muito esforço. Nesse momento me lembrei do que disse o técnico <a href="http://www.heartofthehillsrunningclub.com/id103.html">Nobby Hashizume</a>: &#8220;<em>o treino longo é importante que seja de pelo menos 34km pra que o muro seja empurrado pra frente.</em>&#8221; E assim foi, consegui manter a estratégia de fazer a segunda metade 5 minutos mais alto que a primeira.</p>
<p>No último quilômetro, câimbra. Concentrei pra encurtar e acelerar a passada. Afinal, existia uma chance pra Boston. Começa a ter público. &#8220;<em>Tá acabando</em>&#8220;, &#8220;<em>vamos!!</em>&#8221; Concentrava pra não deixar a perna esticar demais. &#8220;<em>Nossa, tem arquibancada agora. Cadê minha mãe? Cadê a Lu? Meu pai vai ter orgulho do filho? Não os ouço.</em>&#8220;</p>
<p>- XAXINHO!!!</p>
<p>Os <a href="http://twitter.com/twrunners">twitterunners</a>!!! Eles me viram!!!</p>
<p>Levanto o braço. &#8220;<em>Vou conseguir!</em>&#8220;</p>
<p>A perna puxa. A câimbra me para. Sinto um certo silêncio. Um certo &#8220;ahhhhh&#8221; de decepção.</p>
<p>Passo a ouvir gritos de incentivo. &#8220;<em>Vamo lá!!</em>&#8220;</p>
<p>Dou meu jeito e volto a correr. Ouço uma vibração. Incentivo. Acelero tudo o que posso nos metros que faltam. Olho o cronômetro. Não vai dar pra ir a Boston. Cruzo a linha de chegada e nem consigo parar o cronômetro. Não tenho mais forças. Foi tudo o que tinha. Era a minha consciência me dando os parabéns. Meu coração me dando um troféu.</p>
<p>Saio da pista, lentamente busco minha mochila.</p>
<p>- Fábio!!!</p>
<p>Vejo ao longe minha família. Feliz. Minha mãe orgulhosa do esforço e da forma do filho. Minha irmã feliz lembrando seus tempos de nadadora campeã. Minha namorada vendo que tem alguém ao seu lado que luta.</p>
<p>E meu pai. Feliz. Muito feliz. Meu técnico de toda a vida estava feliz. Feliz como em 20 anos atrás, quando subi o lugar mais alto do pódio. Quando pensou ter criado um homem.</p>
<p>E hoje ele tem a certeza disso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/352/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=352&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Escolhendo o repositor</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 12:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edustarling</dc:creator>
				<category><![CDATA[produtos]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a popularização das corridas de rua, a gama de produtos visando os corredores aumentou consideravelmente nas prateleiras. Eu jamais imaginaria nos meus tempos ogros de remador júnior que precisaria de tanta coisa pra uma &#8220;simples&#8221; corrida de 10km. Mas hoje existe uma preocupação muito maior não só com a performance, mas também com a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=317&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a popularização das corridas de rua, a gama de produtos visando os corredores aumentou consideravelmente nas prateleiras. Eu jamais imaginaria nos meus tempos ogros de remador júnior que precisaria de tanta coisa pra uma &#8220;<em>simples</em>&#8221; corrida de 10km. Mas hoje existe uma preocupação muito maior não só com a performance, mas também com a saúde e o bem estar dos atletas, mesmo que de fim de semana. O macaco velho e teimoso aqui, por exemplo, só viu importância de se ter um gel de carboidrato no bolso quando teve hipoglicemia numa corrida mais longa. </p>
<p>Com isso, seguindo dicas do @faraco e do @whitecast, resolvi experimentar dois tipos de gel nos meus treinos longos. No caso, o Carb Up (sabor banana), da Probiótica, e o Gu (sabor orange burst), da Globalbev.</p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/06/carbup.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" title="carbup" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-339" />
<p> Meu primeiro teste foi com o Carb Up, utilizado numa corrida de 1h (aproximadamente 10km). O sachê é fininho, com 30g de conteúdo. Experimentei quando tinha aproximadamente 40 minutos de corrida, quando começei a sentir queda da performance. Consistência leve, foi de fácil ingestão e não me travou tanto o paladar quanto eu imaginava. Senti falta de água pra lavar a garganta logo depois, mas nada realmente sério. Surtiu o efeito esperado com cerca de 55 minutos, ou seja, mais ou menos 15 minutos depois da ingestão. Achei um tanto leve, e acho que numa corrida mais longa levaria mais sachês <em>just in case</em>. </p>
<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/06/gu.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" title="gu" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-340" />
<p>Na semana seguinte, resolvi experimentar o Gu. Devido a boa impressão junto a amigos, arrisquei levar só um para uma corrida de 12km (pouco menos de 1:20h). Experimentei o gel com 42 minutos de corrida. Me pareceu mais concentrado, e tive que ingeri-lo aos poucos (em 3 tempos). O sabor me pareceu um pouco cítrico demais, me fazendo sentir mais falta da água do que no caso do Carb Up. Mas em compensação, senti o efeito pouco tempo depois (cerca de 5 minutos). Além do efeito rápido, me senti até melhor depois de um tempo. Deu até vontade de furar o planejamento e correr mais um pouco, talvez motivado pela presença de cafeína na fórmula, além de outros ingredientes (BCAA e Histidina). </p>
<p>Pra corridas longas, prefiro mesmo o Gu. Inclusive é o que eu devo usar na Meia Maratona, aproveitando que ainda tenho alguns lá em casa. Mas de preferência aliado a hidratação, pois o sabor é bem forte. Mas o Carb Up acaba sendo um bom paliativo, especialmente por ser mais em conta e facilmente encontrado em lojas especializadas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/317/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=317&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meninas mandando bem na Corporate Run</title>
		<link>http://twitterunners.com/2010/06/28/meninas-mandando-bem-na-corporate-run/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 12:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outlawgirl</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[E como não poderia deixar de ser, eu que AMO as corridas em equipe, pus pilha para formarmos uma equipe que acabou sendo exclusivamente das meninas: eu (@outlawgirl), @fernandamancini, @elisaschulz e @draliz. Foi um dia bonito, não muito quente nem abafado, até o ventinho contra foi gostoso. Só o primeiro posto de hidratação que podia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=319&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://twitterun.files.wordpress.com/2010/07/dsc09938.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="DSC09938" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-335" />E como não poderia deixar de ser, eu que AMO as corridas em equipe, pus pilha para formarmos uma equipe que acabou sendo exclusivamente das meninas: eu (@outlawgirl), @fernandamancini, @elisaschulz e @draliz.</p>
<p>Foi um dia bonito, não muito quente nem abafado, até o ventinho contra foi gostoso. Só o primeiro posto de hidratação que podia ter chegado mais rápido rs.</p>
<p>Corri despretensiosamente por estar sem qualquer atividade física há 8 semanas, exceto uma corridinha de 5K que nem valeu. Sem pressa, sem arrancadas, até me esqueci de ligar o cronômetro e abstraí. Nem vi no relógio a hora que larguei.</p>
<p>Corremos todas juntas e um pouco antes do 1K nos dispersamos, cada uma no seu ritmo e eu fui no meu, calma, relaxada, curtindo. Até me surpreendi ao passar na chegada com o relógio marcando 34:57, já que tinha certeza que havia largado com alguns minutos de atraso e por estar super fora de forma achava que faria em torno de 35 minutos.</p>
<p>Mas a melhor surpresa foi o resultado oficial: em 30 equipes femininas, correndo 5k, as #twitterunners ficaram com a sétima colocação! Nem acreditei quando vi meus 32 minutos e poucos segundos ali, no site do patrocinador e acho que para todas foi um resultado muito bom e satisfatório.</p>
<p>Depois da prova, pra compensar o desgaste rolou chocolatinho direto da Suíça para as bravas baleias que acordaram cedo num domingo, pra correr, mesmo com gripe, cansadas ou sem treinar. Medalha com um gostinho todo especial.</p>
<p>Agora é voltar aos treinos e acelerar!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/twitterun.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/twitterun.wordpress.com/319/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=319&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minha experiência na EcoRun &#8211; 10K</title>
		<link>http://twitterunners.com/2010/05/03/minha-experiencia-na-ecorun-10k/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 14:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>elisaschulz</dc:creator>
				<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi minha primeira experiência correndo uma prova de 10k. Fui de pipoca como teste, e confesso que me surpreendi com o resultado. Apesar de ainda ser uma &#8220;baleia mirim&#8221;, eu já havia corrido 3 provas de 5k (Athenas, Ecorrida e Vênus). Aí semana passada pensei alto com meus botões: por que não tentar algo diferente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=twitterunners.com&amp;blog=8024083&amp;post=274&amp;subd=twitterun&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi minha primeira experiência correndo uma prova de 10k. Fui de pipoca como teste, e confesso que me surpreendi com o resultado.</p>
<p>Apesar de ainda ser uma &#8220;baleia mirim&#8221;, eu já havia corrido 3 provas de 5k (Athenas, Ecorrida e Vênus). Aí semana passada pensei alto com meus botões: por que não tentar algo diferente, um desafio?. Tive então a idéia de migrar para os 10k na EcoRun.</p>
<p>Meu objetivo era completar a prova antes de 1h20min, sem andar. Comecei a prova em um ritmo leve, controlando cada respiração e me concentrando no objetivo final. Fiz assim até o 6º km, quando apertei um pouco o ritmo. Depois, voltei pro ritmo leve e mantive assim até os 500m finais, quando o bicho do papa-léguas me mordeu: acelerei até cruzar a linha de chegada, feliz da vida e emocionada ao ver minha amiga <a href="http://twitter.com/thatianebloise">@ThatianeBloise</a> gritando <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23vaibaleia">#vaibaleia</a> e segurando a plaquinha onde se lia &#8220;<em>Run, Elisa, Run</em>&#8220;. Resultado: completei meus primeiros 10K em 1h17min.</p>
<p>Senti uma diferença grande em relação às provas mais curtas: nos 5k fico mais afobada para chegar logo, acabo apertando demais o passo e cruzo a linha de chegada exausta. Já nos 10k, fui correndo e curtindo cada momento. Depois de um tempo parece que a perna começa a correr sozinha e dá conta do recado. Nos postos de hidratação bebia só 1 gole de água para molhar a garganta. O interessante é que em nenhum momento me senti ofegante ou com dores pelo corpo.</p>
<p>Percebi que o ponto alto da corrida foi a concentração. Em nenhum momento achei que não fosse completar a prova. Estava confiante e paciente com a distância. Não tive aqueles momentos &#8220;caramba, tô morta, sem ar, preciso andar&#8221;. Percebi que correr é 70% cabeça e 30% preparo físico. Com auto-controle a gente vai longe!</p>
<p>Estou muito feliz com o resultado, por ter me superado e por ter provado para mim mesma que SIM, EU SOU CAPAZ, E EU VOU LONGE! \o/</p>
<p>Vocês não tem idéia de como minha vida mudou desde que comecei a correr. E agradeço o apoio de cada #twitterunner!</p>
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