Cheguei em SP na noite de quinta, pra encontrar com o pessoal para
viajar. Era para termos saído de SP as 22h pra chegar em Maresias e
dormirmos um pouco, porém tudo atrasou e saímos de SP quase meia
noite, chegando em Maresias às 3h da manhã. Ao chegar, a única coisa que fiz foi tomar banho, tomar café e já arrumar pra esperar a van da Nike, que não aparecia. Na hora da largada ainda estávamos esperando a van, nossa sorte foi que uma menina do grupo ter ido em separado, chegando a tempo.
A largada foi as 5 da manhã. No início era obrigado a usar coletes de
segurança por estar escuro. Eu seria o 2º a correr, mas com toda essa
bagunça eu fui o 6º. Quando me passaram a vez nossa equipe estava em último, 15min atrás da penúltima. Trecho com duas subidas
consideráveis pela Rio-Santos, que depois foram recompensadas com uma descida que entrava em algum vilarejo. Meu pensamento era dar o melhor de mim pra tentar diminuir a diferença. Perto do posto de troca, o anjo (motoqueiro) disse “vai, só faltam 500m”. Fiz os 7,5km em 34min e tirei uma diferença de 5min para a equipe à nossa frente.
Depois de correr tinha que ficar esperando na van até a hora de correr novamente. Tentei tirar um cochilo, afinal tinha dormido pouco mais de 1h no trajeto SP-Maresias. Passando o dia com água, isotônico e maça, praticamente. No 8º trecho, passamos outra equipe e fomos para a 9ª colocação. Corri novamente no trecho 40 (o outro trecho que corri era o 30), que tinha pouco mais de 8km entre subidas mais
leves e descidas. Nesse trecho, saí uns 3min atrás da equipe que
tava em 8º. Consegui ultrapassar a menina da outra equipe e abrir 7min de vantagem. Quando cheguei na troca pro trecho 41, soubemos que estávamos abaixo do pace mínimo e por isso seríamos penalizados, sendo levados para o trecho 45, podendo largar só depois de 1:30h.
O trecho 47 foi um dos mais lindos. Era possível ver a usina nuclear
de Angra dos Reis, e depois o percurso entrava em uma vila à beira praia, muito lindo. Na troca pro último trecho, estavam o Vanderlei Cordeiro e o Franck Caldeira esperando pra correr ao lado das equipes.
A chegada (no Hotel do Frade) foi emocionante, com todos cruzando juntos a linha de chegada e a certeza do dever cumprido. De ter superado as adversidades, de não ter dormido, de ter perdido a largada e ter que mudar toda a estratégia. A estrutura montada pela Nike no Hotel do Frade era muito foda, com centro de recuperação, jantar de massas maravilhoso, DJ, personalização de camisa, etc.
Essa prova foi de superação, de correr com pessoas que você nunca viu, onde era dificil definir alguma estratégia devido a isso. O psicológico foi desde “o que estou fazendo nesse lugar?” a “ano que vem eu quero correr os três dias”, ao cruzar a linha de chegada.
Ontem, parado relembrando tudo que aconteceu tive vontade de chorar de lembrar cada km percorrido, cada paisagem vista, cada experiência adquirida. O que sei é que foi uma experiência ímpar e que levarei pra sempre. E o melhor de tudo foi fazer tudo isso ganhando a inscrição
Bom, impossível passar tudo o que senti e vivi nessa última sexta, mas
espero que dê pra ter uma noção.
Arquivado em: corrida

Adorei o relato, deve ser uma emoção e tanto mesmo correr uma prova dessas!
Vou indicar seu post para minha equipe da Volta à Ilha, pois creio que passaremos por algo semelhante: um super desafio em um local maravilhoso!
Enquanto isso, no final do ano vou percorrer a Rio – Santos mas é de carro mesmo! Hehehe
Parabéns pela vitória!
Youve got it in one. Cluodnt have put it better.
[...] a prova mais marcante, até hoje, o trecho Maresias-Angra da Nike 600K, que já rendeu um post aqui no blog. A prova mais fantástica, pelo desafio de correr em equipe durante um dia inteiro, no meio do [...]