Primeira experiência na São Silvestre

Dia 30 de dezembro embarquei para São Paulo. Ao sair do aeroporto por volta da hora do almoço fui ao local da entrega do kit no Ginásio Poliesportivo localizado no complexo do Ibirapuera. Pertinho de Congonhas. Bem organizado e sem filas. Havia uma pequena feira, sem grandes novidades com produtos e tênis de diversas marcas. O kit era pobrinho. Esperava muito mais de uma prova cuja inscrição era 90 reais. Havia uma camisa, uma amostra grátis de café dentro de uma sacola de plástico.

No dia da corrida, acordei umas 10 horas da manhã, visto que eu tinha saído na noite anterior. Olhei para o céu e não vi uma nuvem. A previsão era de chuva e no Rio de sol. E estava chovendo no Rio e sol em SP. Fiquei meio desesperada, mas tentei não me abater. Fiz uma boa reposição de líquidos e comi coisas leves e saímos de São Bernardo (casa do meu amigo Fred) rumo ao metrô (onde deixamos o carro). No percurso São Bernardo- Metrô Ana Rosa- Metrô Masp/Paulista demoramos uma hora somente. Chegamos na “festa” 15 horas. Na área da largada havia ainda espaço para a turma de 5 min/km a 6 min/km. Não iria adiantar muita coisa, mas fiquei por ali mesmo mais de uma hora. Foi bom que o espaço facilitou a circulação dos fantasiados e figuraças que iriam correr a São Silvestre. Não dava para alongar, nem aquecer. O calor da largada já me fez cozinhar.

Dei uma entrevista para uma emissora local e quando um fotógrafo de um desses sites de corrida (não me lembro qual agora) pediu para me fotografar, mais uns 10 fotógrafos que estavam ao redor pararam e pediram para eu ficar estática mais um pouquinho. Quando me dei conta, todos eles estavam me fotografando como se fosse alguém famoso. Vários flashes. Chegaram a perguntar se eu era alguma corredora profissional ou conhecida, hehehe. Gastei nesse dia alguns segundos dos meus 15 minutos de fama.

A largada foi às 16:45h. Já não estava tão quente. Havia uma brisa e em alguns momentos vento forte por causa dos corredores formados pelos prédios altos. Caminhei um bom tempo e comecei a trotar. A primeira descida ajuda a dispersar o povo, mas em todos os 15 km fiquei desviando dos que se cansavam no início, meio e na subida final. Fechei o primeiro km em 5 min e 45 seg. A descida ajudou. Tentei manter esse pace sem me afobar. Mas as descidas me impulsionavam e fechei os primeiros 3 km em 15 minutos cravados. Resolvi segurar mais e fui ao lado de meu amigo Fred (iniciante – primeira prova e nunca havia corrido mais de 8 km). Combinamos ficar entre 5:20 e 5:45 min/km até o km 10. Olhei para o relógio e já havia 54 minutos de prova. Conseguimos e ainda bem.

Para mim a SS começa no km 9 (até então só tinha descida praticamente, ou seja, as subidas ficaram pro final). Eu estava inteira e vendo um monte de gente andando.

Quando fizemos a curva no km 13 mais ou menos, olhei para frente e já fiz o sinal da cruz. Uma subida não muito íngreme mas longa, em um único retão. Fui desviando das pessoas e tentei olhar para baixo e fui num embalo só, sem me afobar. Quando chegamos ao topo, eu ainda tinha músculos, mas o fôlego já comprometido. Ainda bem que faltavam uns 400 metros e era de descida. Terminei a prova sorrindo. Sem me cansar e satisfeita num tempo de 1 hora e 24 min ( 15 km e 800 metros). Havia muita gente assistindo nas ruas nos 15 km. As pessoas nos prédios jogavam papel picado, e as pessoas das casas davam banho de mangueira na gente. Era legal passar perto da calçada batendo nas mãos da molecada de rua. A vibe é incomparável. Acabou a prova, troquei de roupa no aeroporto mesmo e voltei para casa! Descanso merecido!

Recomendo a SS aos Twitterunners. Melhor prova do ano em termos de boa vibração, energia positiva e curtição!

Uma resposta

  1. @barbosa_claudio

    Eu também participei da SS pela primeira vez, aliás, comecei a correr em maio do ano passado.
    Realmente a emoção de concluir a SS é algo único. Quem corre deve experimentar.

    Parabéns pela conquista. Nos vemos ano que vem.

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