Curtindo o visual

Correr tornou-se a principal prática esportiva de muitas pessoas nos últimos anos. Alguns começaram a correr como evolução natural das caminhadas, outros por não aguentar mais o confinamento dentro das academias. Pra qualquer um destes motivos, a corrida tem um grande diferencial: a paisagem. Especialmente numa cidade tão repleta de cartões postais como o Rio de Janeiro.

Meu caso é um pouco diferente destes dois cenários: comecei a correr por obrigação. Meu esporte de origem é o remo, e correr é parte da preparação física desde a época que o esporte era mais popular que o futebol (põe tempo nisso!). Então para aquele moleque gordinho de 15 anos não tinha escapatória: volta na Lagoa! Por falta de hábito e de jeito, correr era um suplício. Mas como para quase tudo tem um lado bom, ao menos me distraía com a paisagem, especialmente ao raiar do sol. Com o ganho de preparo físico, as distâncias foram aumentando, e com elas vieram novas paisagens, como a praia de Ipanema e o mirante da Vista Chinesa.

Hoje não dependo quase nada das corridas pra fazer meu treino, mas sempre que possível corro pra curtir o visual. Sou suspeito pra falar da Lagoa, pois é minha segunda casa (um dia será a primeira :D ). Mas além da ciclovia da Lagoa e da ciclovia da praia, outros lugares ótimos pra correr e curtir o visual:

  • Pista Cláudio Coutinho (Urca): Começa na Praia Vermelha e vai até a encosta do Morro da Urca, com 1250 metros de extensão. Acesso controlado pelos militares do IME, aberto de 6h às 18h;
  • Vista Chinesa (Jardim Botânico): à partir do Horto, são cerca de 4000m de subida até o mirante. Não recomendável em dias úteis por conta do trânsito. Nos fins de semana, recebe corredores e ciclistas;
  • Pista das Paineiras (Cosme Velho): localizada no Morro do Corcovado, começa nas proximidades da cabine que limita o acesso a carros ao Cristo Redentor. Tem 4000m de extensão até a bifurcação do Sumaré (residência do arcebispo do Rio). Além da vista da Zona Sul do Rio, tem aparelhos para ginástica e alongamento e muro para escalada ao longo do trajeto. Alterna subidas e descidas não muito íngremes. No fim de semana, o acesso é fechado para veículos na extensão da pista.

E quanto a corridas de rua? Gosto de participar, e acho o máximo toda essa mobilização gerada por esses eventos. Mas quando participo, me preocupo muito mais em curtir o evento (e a paisagem, claro!) do que colocar os bofes pra fora em busca do meu melhor tempo. Felizmente, esse é o espírito dessas corridas: congregar todos os simpatizantes, sem distinção.

Uma resposta

  1. [...] Em paralelo, como uma boa rede de relacionamento, o grupo cresceu e apareceu. Outros corredores twitteiros se agregaram ao nosso grupo, e engrossaram o caldo das nossas conversas (seja no twitter, seja numa lista de discussão por email). E mais do que trocar experiências de corrida, treinos, marcas de tênis, etc; formou-se um grupo de amigos. Sentimento esse que foi um grande motivador para que todos corressem mais e melhor, por que não? Com o tempo, quem trotava quis correr um pouco mais, quem corria um pouco mais quis correr muito mais, e quem corria só pela farra e pelo visual, começou a se viciar nas provas (sim, estou falando do meu caso, pra quem leu este post). [...]

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